Engraçado que mais uma vez é no teste final de Formação Musical que tiro nota máxima (100%), o supostamente mais difícil (bom, na verdade, nem tanto mesmo). Engraçado que a coisa em geral até correu bem. As audições de conjuntos, a aula que nem parecia uma aula.
Engraçado que aquela gente, que eu já esperava não me falar, que combinam almoços e festas e eu nem sei da missa a metade, lá me resolveram incluir na surpresa de dia 24. E não houve repostas tortas em lado nenhum, mas nós também já somos umas mestras a portar máscaras. E eu estava de saia (ago estranho, saia longa e um top rendado a dar para o gótico), portanto, comentários de que eu estava bonita (nem por isso) e que devia ir assim mais vezes (não, calças, calças) anderam por lá de mãos dadas.
Seria um belo dia.
Mas sua excelência não me falou. Aventou-me a ficha de avaliação do docente (ele mesmíssimo), disse-me que a tinha de dar à outra professora, e nada de nada. Repôr a aula? Não sei como, não sei quando. Dizem-me que passou mais de metade de uma aula a falar de mim, e devo imaginar que apenas mal, mal e mal. Mas não foi capaz de me dizer nada. Não sei a porcaria da nota, e não sei o que vou fazer na sexta feira, tocar sozinha a esmo, tresmalhada, sem indicações, não vou, não consigo.
De que me serve que fale de mim, que nas aulas me diga coisas que se calhar até me agradam ouvir, se agora tudo me sabe a mentira na boca e não é capaz de olhar para mim e falar comigo fora da sala?
Estúpida que eu sou. Preenchi a dita ficha com excelente nota para sua excelência. Quando bem sei que se diverte a ver-me quase em choro e a tocar caca.
Vale a pena continuar no próximo ano? Se a única pessoa que eu pensava que me poderia ajudar, me odeia?