Fantasma da Orquestra
Aquela figura negra que se senta no fundo da orquestra, o violino que se ouve ao longe na noite de espectáculo. Os bastidores da alma e do concerto que se leva nos ouvidos já bem depois de ter sido tocado. E treze fogos fátuos em cima da corda Lá.
26 de Junho de 2010

   Há quanto tempo esperava eu por esta festa? Queria ir ao Cup comer panini, queria estar de novo com amigos, queria afogar as minhas mágoas, queria divertir-me, nem que fosse com álcool à mistura, e queria ir à feira estampar a t-shirt que já tinha prometido a mim mesma há meses. Eram demasiados desejos, para serem realizados no mesmo dia. E noite. Ainda assim, era para dormir em casa do Phype, e os meus pais não me deixaram.

   No início correu bem. Eu e o Phype fomos para o Cup, comemos nachos, panini e granizado. Eu estava com fome, porque nem tinha almoçado, e já passava das quatro horas da tarde. Andémos em lojas, falámos. Juntou-se a Di e a Annie. E assim que começaram a vir mais pessoas, mais amigos que eu não conhecia, a coisa começou a mudar de figura. Eu estava mais calada, outra vez. É claro que, a maioria que fala comigo, já sabe dos dilemas que têm desabado em cima da minha cabeça, e já adivinha que eu ande assim. A Annie chamou-me para falar comigo. E foi directa.

   Eu sou demasiado anti-social. Eu olho constantemente para o chão, a remoer o interior vezes e vezes sem conta. Arrependo-me constantemente de tudo, não vivo nada. Os meus pais não estão a ajudar, mas eu também estou perdida por mim mesma. Eu tenho de os compreender, e perceber que a vida não é fácil. Coisa que eu sempre soube, que a vida não era nada fácil.

   Enquanto fui estampar a t-shirt, eles foram com as minhas fichas para os carrinhos de choque, e quando lá cheguei e andei à procura, não os encontrava. Só encontrei quando o meu pai já me vinha buscar. Nisso, a Annie atira que eu tenho de descobrir o que gosto, mas manter os pés na realidade, porque nem ela podia dizer que queria ser bailarina profissional.

 

   Tive a conversa com o meu pai. E, para dizer a verdade, estou destroçada, como já sabia que iria ficar. Comecei por dizer aquilo. Que percebia que queriam o melhor para mim, que apenas querem que eu tenha um futuro. E, à medida que falávamos, eu dava por mim a estilhaçar-me, porque continuam todos a apontar para aqueles cursos. E eu não gosto. Eu simplesmente não gosto de nada, como disse à Annie, eu já perdi à conta o número de vezes que corri aquelas listas extensas de cursos para cima e para baixo, à procura de alguma coisa, qualquer coisa, e nada. Eu não gosto de nada.

   Fazer esta conversa é dar um passo em direcção à conformação com eles e a sociedade, e à destruição do que eu sou. Por isso, perdi o controlo da conversa, e já me arrependi de a fazer.

   Entre manter a minha boa família, fazer o curso que eles querem e deixar de ser eu, e não me destruir por algo que é um sonho cada vez mais distante, eu já não sei o que vou escolher. Só sei que sinto dor por dentro, e que estou a chorar. Isto está a dar cabo de mim, como ser, como pessoa humana. Porquê? Porque é que eu sou anormal ao ponto de não gostar de mais nada? Porque é que eu sou anormal ao ponto de apenas me ligar a uma coisa, e não conseguir mudar nada? Nem assim.

   Não vale a pena que me digam que não dá, com quantas palavras houver no mundo, porque esta coisa que tenho e me faz sentir não quer mudar de opinião para uma mais racional. Nem com conselhos, revistas sobre o assunto, nada, nada.

   Eu preciso de ajuda, urgentemente.

 

   Entre fazer o certo e matar o coração, ou tentar seguir o sonho feliz e fazer errado, qual o passo que dou a seguir?

Orquestrado por Violinista às 00:48
No momento, estou: Destroçada.
Música do momento: Smooth Criminal - Violin cover by David Garrett
12 de Maio de 2010

   Parabéns ao meu avô, que foi enfiar na boca de uma tia distante minha (ou seja lá o que ela for) que eu já não vou mais que isto, ou melhor, que eu já não vou para doutora. A mulher, que é estúpida, interesseira, mesquinha e invejosa dos meus pais, que se compramos uma casa, ela compra uma, se compramos um carro, compra também, agora faz a festa em cima de mim. Porque a sua querida filhinha, minha prima, é uma grandessíssima p**a chica esperta, não me supera.

   Viver numa aldeia alentejana com uma família mais numerosa que uma ninhada de coelhos dá nisto. Nem estando eu longe deles, numa cidade, me salva desta gente. Livra!

   Ela era daquelas pessoas que, por respeito ao meu pai e aos meus avós, eu tratava bem. Da próxima vez que a vir, já vai com sorte se eu resolver ignorá-la, porque eu tenho vontade é de a atacar. Estúpida, estúpida. Odeio gente desta, tenho alergia a gente desta, tenho asco a gente desta. Não valem a pena, nem merecem que eu me digne a dizer que estão relacionados comigo. Mas, olha a novidade, eu raramente me dou bem com familiares.

 

   Já a minha outra prima está em Enfermagem aqui na cidade, andou na mesma escola que eu, e dizia que me via e chamava. Só que eu nunca a ouvi, nem nunca a vi lá. Por isso, nunca lhe respondi. A besta sou eu.

   Está mais que óbvio, que os meus pais querem que eu seja como ela, uma enfermeira, ou melhor, uma doutora.

   Eu digo que não gosto de nada.

   Não é que eu não goste de nada. É que o que eu gosto, é precisamente o que já me tiraram, e onde me guardam mais ódio, se não me querem mesmo ver pelas costas. Que belo...

Orquestrado por Violinista às 14:20
No momento, estou: Muito irritada. Mesmo.
Música do momento: Alice in Wonderland Soundtracks
15 de Abril de 2010

   Acho que desde que me foi colocada a questão "O que queres ser quando fores grande", a única coisa que tenho feito é sonhar. Sonhar acordada, sonhar tudo. Sonhar que era veterinária, fazia festinhas aos cãezinhos dos outros, conhecia alguém e vivia feliz. Sonhar que seria estilista e ia desenhar roupa num sítio qualquer. Sonhar que era detective e fazia as mesmas coisas que o Sherlock Holmes. Praticamente, não fiz outra coisa da vida.

   Sonhei que seria música, e não importava o palco que pisasse, porque no meio do público, ali no meio daquelas pessoas todas, haveria alguém que tinha de estar ali. Aí não importaria o que fosse, porque enquanto lá estive em sonhos, a única coisa que importava era a própria música, e a vida dela. Fazê-la viver até à última expiração. E nada mais. E depois vinha a felicidade.

   Sonhei durante muito tempo em querer ir estudar para Coimbra. Há coisas que, para mim, só se aprendem mesmo em Coimbra, como há coisas que só se aprendem no Porto, ou em Lisboa, ou mesmo aqui nesta cidade. Mas também sonhava em ir para o estrangeiro. Londres, ou Itália, ou Japão (aprender as línguas, excepto o inglês que sei, é que era o travão).

   O problema é que além de ter demasiado a prender-me aqui a esta cidade, não tenho condições para nenhum desses sonhos.

   Ainda não sou grande.

Orquestrado por Violinista às 18:32
No momento, estou: Pequena
Música do momento: Que o amor não me engana - Zeca Afonso
18 de Janeiro de 2010

   Havia uma série, chamada The Pretender. Lembro-me de a ver, e de me impressionar com o conceito. O homem, meio adulto, meio rapaz, capaz de se simular em tudo, de se inserir em qualquer situação. O chamado "jack of all trades". Na altura em que eu via essa série, ainda estava longe de compreender todas as implicações que, mais tarde ou mais cedo, ser um Pretender acarreta.

   Eu tenho agora 17 anos, quase 18, prestes a tornar-me uma adulta e consciente da minha falta de capacidade para o ser. Não quero ser uma inútil, não quero viver miserável e debaixo da ponte, não quero ser uma sanguessuga pendurada nos pais, não quero causar mais danos a ninguém nem ser dependente. Porém, não sei ser independente, tenho um medo estúpido e danado de enfrentar o mundo.

   Acontece que eu sou perfeccionista, embora seja totalmente desleixada no que toca a aspecto físico e vestuário, e por vezes no que faço. Até que alguém me diga alguma coisa e eu, depois do puxão de orelhas, volte a ser a minha mais exigente crítica. Eu raramente abro a boca nalgum evento social, porque lá dizia alguém "Mais vale estar calado e parecer estúpido do que abrir a boca e confirmá-lo". Eu quero dizer a frase inteligente, aquela que ninguém se há de lembrar de atacar no momento. E essa frase não existe. Assim, tenho de parecer uma pessoa interessante sem me sentir isso, e cada vez mais me afasto de qualquer contacto social. Eu sei que a minha filosofia de relacionamentos é péssima, e pior ainda é que não consigo mudá-la, porque eu, desde cedo, fui habituada a ter de me destacar como a aluna exemplar, com boas notas, estudiosa, calada.

   Sim. Eu, desde o primeiro ano de escola, que tiro notas excelentes. Ganhava ou empatava em concursos ortográficos, cheguei a ganhar com um desenho e com um poema para mais dois concursos. Para muitos professores, eu era uma excelente aluna, apesar de ter uns momentos em que era mais chorona. Do meu grupinho de amigos, eu era a inteligente. O meu segundo professor, ainda no primeiro ciclo, chamava-me a mim e a mais uns poucos, os ETs. Éramos os espertos. Sim, já desde esse tempo vem a minha fixação por ETs. Fui crescendo, as minhas notas mantinham-se boas. Cheguei onde estou agora, no curso de Ciências e Tecnologias, com 19 a Matemática e a Química, 18 a Português, 17 a Biologia.

   No entanto...

   Refiro agora que, desde cedo, desde criança, eu gostava de música. Não pensava propriamente em aprender quando tinha seis anos de idade, longe disso, mas gostava. Esta fazia-me sentir bem, fazia-me imaginar. Combinava bem com as minhas histórias, desenvolvidas como filmes na minha cabeça. Lembro-me agora que tenho uma paranóia por pássaros voadores gigantes. Devo isto a Mike Oldfield, Tchaikovsky e Stravinsky. Pink Floyd ocupava uma larga fatia do meu gosto, e ainda ocupam, perdendo apenas para a clássica. Até que, há três anos atrás, depois de perceber que para obóe havia falta de jeito, harpa era demasiado pesada e incomum para transportar, e que era ele o protagonista de muitas músicas que eu gostava, influênciada por Mozart e pelo Sherlock Holmes (sim, ele, eu devorei as crónicas dele em pouquíssimo tempo), eu descobria o vício.

   Violino.

   Três anos para convencer os meus pais. Três anos... para entrar para um ano na Associação Cultural, e só no ano seguinte entrava para o Conservatório. Assim é que ganhei dois professores (que todos desaconselham, e eu continuo a fazer esta esparregata). Diga-se de passagem, descobri algo que me faz trabalhar até ter dores excruciantes na anca por estar de pé mais de quatro horas seguidas, e só não faço mais horas porque cá em casa não me deixam, já que a minha mãe dorme a sesta. E a sua sesta é sagrada, aviso já.

   Expondo a situação num resumo, eu quero seguir com música para a frente, e os meus pais querem que eu siga Medicina ou Farmácia. Ou qualquer coisa dentro das Ciências, mas de preferência esses dois. A mim, as Ciências já não me fascinam nada, eu não consigo gostar daquilo. Nada contra os Médicos e Farmacêuticos, mas eu não gostaria nada de fazer o que eles fazem. Sinto que, mesmo que conseguisse, simplesmente não é o que quero, não é para mim. Mas também não sei o que é feito para mim. Já que eu, apesar de praticar feita uma doida, continuo a achar os meus progressos pobres, e acho-me sem o mínimo talento. A faísca, como lhe chamam. O que eu mais queria, e do que eu mais tenho falta (momento Salieri). Tenho um ano e um período de aulas e ainda não consigo fazer certas coisas lá muito bem (tipo aquele concerto de Vivaldi. Eu chorei no primeiro dia em que o tentei... literalmente).

   Então, apoia-se tudo numa única questão: sigo qual caminho? Vou para uma universidade tirar aquilo que o meus pais querem, para continuar a ser a menina bem comportada e estudiosa, embora me esteja a corroer de um qualquer sentimento opressivo e desmoralizante? Resolvo ir avante com a música, e cair no erro de não ser mais que uma insignificância, de não conseguir e ir viver, como dizem os meus pais, debaixo da ponte ou à custa do rendimento mínimo? Eu não quero ser miserável e triste para o resto da vida, mas também não quero ser um peso morto e inútil na sociedade. Já me falaram em fazer as duas coisas, ao passo que eu respondo: se agora, com o 12º ano e no 1º grau (sim, porque o ano anterior, de oficial, nada teve), já me custa, como será com a universidade?

   Estas coisas põem-me triste nestes dias. Sou incapaz de pensar em coisas positivas, ando constantemente a medo, de cabeça baixa. Nem me sinto bem assim, mas não consigo evitar. Dói cá dentro, dói nos meus pais que também não gostam lá muito de ver um ser quase fantasmagórico e deprimido pelos cantos da casa, e dói aos meus poucos amigos.

 

   Sinto vontade de correr à chuva. Pode ser que volte a chover, e eu vou fazer isso quando for o caso. Sem gabardine, nem sobretudo, nem guarda-chuva. Correr sem destino liberta-me, é como se voasse. E a chuva... ah, tomara eu sentir os grossos bagos de chuva na cara, ver as gotas a escorrerem nas lentes dos meus óculos, sentir a roupa encharcada a pesar-me no corpo, a água a escorrer-me entre os fios de cabelo, como uma benção. Quanto mais cinzento o céu estiver, melhor.

   Porém, acho que também não seria isso que me limparia. E eu continuaria a usar uma sucessão confusa de máscaras. Pretender.

 

Orquestrado por Violinista às 23:15
No momento, estou: À lá Salieri.
Música do momento: Radio Symphony, que não identifica as faixas.
21 de Dezembro de 2009

   Nunca estas palavras me souberam tão bem. Nunca o fim de um período lectivo me soube tão bem como tirar a corda do meu pescoço. Não minto quando digo que chorei de alívio por estar, finalmente, livre de aturar algumas pessoas, de fazer trabalhos, de estudar coisas que detesto absolutamente, de estar para aí com vontade de chorar pelos cantos. Chega. O que eu mais desejava era paz, era estar bem comigo e com os outros.
   Estou com vontade de mandar um sms de Natal a uns quantos amigos. Porque é Natal, é verdade, e apesar de eu apreciar pouco esta troca desenfreada e deseperada de presentes que lhe deturpa o significado de união (a pontos de eu afirmar que festejo o Solstício de Inverno), eu gosto muito de me mostrar simpática e disponível para as pessoas, além de desafiar a minha criatividade a escrever uma mensagem de natal bonitinha e original. Até aí, a coisa parece simples. Mas acontece que eu tenho medo de mandar a mensagem a duas das pessoas que fazem parte do círculo de privilegiados. Mestre P e a S. O primeiro porque eu não sei a reacção dele: mandar-me à fava ou dar uma de professor compreensivo. A segunda, porque depois de tantas que ela me fez, não quero mandar-lhe a mensagem só para ela desdenhar de mim.
   Então, falei com o meu Padrinho. Que é psicólogo, e assim é capaz de me dar um jeitinho enorme para estas coisas. Basicamente, essa conversa, que envolveu uma data de outras coisas pelo meio, levei banho por causa disso. Prontos. Eu volto a meter o Mestre num pedestal e a não interessar-me mais. Já vi que fazer isso só me traz problemas atrás de problemas. Idem para o outro. A sério, L, meter-me como membra inoficial da Orquestra, sem metade dos conhecimentos, para sair de lá a meio porque não tinha uma das pautas, eu que não posso lá ir às Sextas, por muito que queira, foi uma ideia de caca. Foi, não foi? E então com os dois génios que nem me olham, com metade da malta e o seu desprezo, por favor, nunca mais repitas a graça.
   Bem, férias. A atuação da Orquestra no Sábado deu pano para mangas, enganei-me mil e trezentas vezes, perdi esperança, ganhei esperança, por milagre cantei bem no Coro (milagre, pá! Até a mulherzinha estava contente!), perdi esperança de novo, aldrabei, fui-me embora, a Di foi-me ver lá e fiquei orgulhosa (só por ti até arranjava maneira de te fazer entrar lá).
   Para melhorar, desta feita não desmaiei. Cheguei a casa, torci um pé, estou com o tornozelo todo inchado. Depois, fui às compras a coxear, feita uma bela. Comprar blusas polares da Quechua, um suprimento vitalício delas, que são muito boas para tudo, incluíndo tocar, já que são quentinhas, confortáveis, a gola não incomoda e o tecido é óptimo. De várias cores, preta, roxa, vermelha, azul e azul acinzentado. Só me senti foi meio reduzida a ver que as blusas para malta de 14 anos servem-me bem. E eu tenho 17. Depois admiro-me de haver quem olhe para mim e não acredita que tenho 17 anos. Que sou pequena demais.
   Além das blusas, passámos por uma loja que tinha CDs. Convenci os pais a deixarem-me entrar. Primeiro desesperei porque não encontrava nada. Mas, depois...
   Uma coisa engraçada para alguns, constragedora para outros, e macabra para outros ainda, é verem-me numa loja a comprar mais CDs de Clássica. Eu guincho, grunho, salto de um lado para o outro, ando para imitar a Nodame (e é quase mesmo... mukya), e quando vamos a ver, tenho uma pilha de um palmo de altura para levar, dos quais tenho de deixar alguns, meio que a chorar. Desta vez, trouxe Bach, Brahms, Wagner e mais Tchaikovsky. Tenho mais coisas de Tchaikovsky do que qualquer outro compositor, e isso deve-se ao facto de ser raro eu encontrar os únicos dois que competem em pé de igualdade com ele: Mozart e Paganini. Está bem, o primeiro até se encontra, mas ali não havia nada dele. O segundo, é raridade total. Dava tudo por encontrar um CD dele. Enfim, a conta ali estava a ficar grande, por isso tive que deixar o Itália Clássica. Amuadíssima.
   E tenho duas semanas para descansar. Meio feliz com o que tenho agora, afinal ganhei um telemóvel novinho. Um Xpress Music. Tratei imediatamente de o personalizar, com a Campanella como toque de chamadas e o Caprice nº 13 como toque de sms. Imagem de fundo, Paganini. Cometi logo o erro de o perder no Conservatório. O L devolveu-mo. Com ar de quem está para dizer "Por favor, diz-me que não desceste a este nível." Se eu já estava corada, naquele momento era possível deitar-se e fritar um ovo em cima da minha cara.
   Mas onde ia eu? Ah! Férias. Vou passar o Natal a casa da avó, porque ela é o ser mais profundo e compreensivo que eu já conheci. É incrível, que ela nem sabe ler nem escrever, mas sabe falar bem comigo. Tem uma sabedoria daquelas que só se adquire com tempo. Como uma Mama de Hoodoo, que eu hoje acabei de ver um filme com isso e penso incluir pedaços dessa religião numa das minhas escritas. Afinal, o Hoodoo começou em New Orleans, numa mistura entre africanos, europeus e americanos, exactamente lá pelas épocas em que Anne Rice baseou as suas obras. E, perdoem-me, mas eu prefiro Lestat, e Drácula, e Nosferatu, ao desgraçado do Edward da Meyer. Twilight, para mim, é recordar-me de The Twilight Zone, a preto e branco.

Orquestrado por Violinista às 01:08

Violinista, C. S. L. Stradivaria. 19. Nº 5. Nº 13. Pseudo Violinista. Estudante. Nerd. Chapeleira. Vitoriana. Dandy Lolita. Incerta. Inconstante. Sonhadora. Inteligente. Invisível. Tímida. Imprevisível. Intelectual. Estranha. Deprimida. Lacrimosa. Egoísta. Respondona. Obcecada. Cínica. Anti-social. Teimosa. Orgulhosa. Calada. Perfeccionista. Louca. Baixinha. Ridícula. Original. Solilóquio em Celulóide. Violino. Música. Letras. Notas. Pautas. Relógios de Bolso. Cartolas. Magia. Paranormal. Roxo. Vermelho. Raposa. Coruja. Melro, Corvo e Pêga. Cisne. Pássaro de Fogo. Chocolate. Chuva. Quinta Dimensão. Submarino Amarelo. Petrushka. Viajante do Tempo. Extraterrestre. Fantasma.
Click to view my Personality Profile page
origem
blogs SAPO
As minhas Músicas
Onírio
Largo
Procura nos recantos
 
Biblioteca da Orquestra
<a href="http://www.youtube.com/watch?v=xsFJS4I_05E?hl=en&autoplay=1"><img src="http://www.gtaero.net/ytmusic/play.png" alt="Play" style="border:0px;" /></a>